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Defender a História,

Preservando a Memória

Uma razão de história

O resumo das razões que sustentam esta proposta de projecto, que aqui se apresenta para a devida apreciação, sublinha a pertinência dos motivos históricos que levaram a Apeportugal, Associação dos Portugueses no Estrangeiro, a propor‐se levar a cabo este trabalho de pesquisa, investigação e recolha de documentos.


Milhões de Portugueses, homens e mulheres, viveram a epopeia humana da “velha emigração” portuguesa, nas sucessivas vagas que começariam em meados dos anos 50 e se prolongariam ao longo das décadas de 60 e 70.


Foi um êxodo dramático e massivo que esvaziou os campos do centro e norte de Portugal e das Ilhas dos Açores e da Madeira.


Esses Portugueses sonhavam com uma vida melhor para si e para as suas famílias. Abandonaram as suas terras, deixaram os seus amigos e a sua família. Partiram em busca da felicidade e, nalguns casos, da sobrevivência. Corajosamente muitos deles arriscaram até a sua própria vida.


Mas os heróis desta história verdadeira ainda não foram ouvidos.


E a história dessa história preocupa‐nos que se perca. Pensamos por isso ser urgente que se organize e preserve todo esse património histórico.


A principal razão é que em relação a essa epopeia, parte integrante da história do povo português, ninguém tem o direito de tentar esconder ou ignorar.


“Defender a História, Preservando a Memória” será assim a nossa forma de respondermos a essa exigência histórica e moral.

1 O Projecto


Os milhões de homens e mulheres que viveram a epopeia humana da "velha emigração" portuguesa, oriunda dos anos 60 e 70, chegaram ou estão a chegar à sua fase final de percurso de vida de emigrantes.


Foi uma emigração massiva que esvaziou os campos do centro e norte de Portugal e das Ilhas dos Açores e da Madeira. "Um tal êxodo humano" levou o jornalista francês, Philippe Noury, do jornal "Figaro" a declarar, num artigo dedicado à história da nossa emigração que "ela representa uma sangria humana somente comparável à dos Irlandeses do Sul, no fim do século passado (XIX), para a América".


Se, até então, as emigrações de portugueses tiveram características mais transatlânticas, como a saída de tanta gente também do centro e norte do continente e de tantos milhares de açorianos para o Brasil, Bermudas, EUA e Canadá, e de madeirenses para a Venezuela e África do Sul, desta vez eram os países europeus que iriam "acolher" centenas de milhares de portugueses em busca de melhor sorte e, para muitos deles, também de Liberdade.


Esses milhões de emigrantes portugueses sonhavam com uma vida melhor para si e para as suas famílias e, para alcançar esse sonho, muitos, de forma clandestina, como aconteceu no caso da emigração europeia, tiveram de arriscar as vidas, pagar a “passadores” com o dinheiro que não tinham e atravessar montes e vales até alcançarem o destino ambicionado.


Mas não é, ainda assim, somente por todas essas razões que a história dessa história nos preocupa e que pensamos ser urgente organizá-la e preservá-la. A principal razão é que essa epopeia, fazendo parte integrante da história do povo português, ninguém tem o direito de tentar escondê-la ou ignorá-la.


Daí que, depois de durante anos a fio os emigrantes portugueses, pela voz das suas estruturas representativas, terem tentado, sem êxito, convencer a classe política portuguesa da urgência e importância dessa questão, foi com entusiasmo que saudámos e aderimos à iniciativa da câmara de Fafe, de edificar um Museu da Emigração e das Comunidades Portuguesas.


Apoiamos, pois, esse projecto e iremos colaborar com ele fornecendo os materiais e documentos recolhidos, convictos da sua imensa importância, não somente para toda aquela região e para os seus emigrantes, mas para Portugal no seu todo e para as comunidades portuguesas espalhadas pelos quatro cantos do mundo.


Apoiaremos, também, se vier a verificar-se como tudo indica, o projecto de um Museu Nacional sobre a Emigração e as Comunidades Portuguesas, por iniciativa do governo português.

Os actores directos, aqueles que viveram na pele a história da emigração portuguesa iniciada nos anos 60/70 estão chegando ao fim das suas vidas de emigrante.


Uns regressaram, cumprindo o objectivo último de todos os que emigram. Outros ficaram ou vão ficar pelas terras que os acolheram, não cumprindo assim os seus objectivos iniciais, até para não terem de abandonar, pela segunda vez nas suas vidas, as suas novas famílias agora criadas e educadas no estrangeiro.


Mas ainda estamos a tempo de ouvi-los. Ainda estamos a tempo de vê-los e poder recolher os seus testemunhos directos, em vez de serem outros, mais tarde, a falar por eles. Daí a razão deste nosso Projecto.

2.3 Enquadramento e Linhas de Acção


2.3.1 Slogan.


Um projecto com esta dimensão e com uma tão vasta abrangência e ambicioso envolvimento de meios, terá de ser apoiado numa campanha de divulgação muito forte, que passará por “briefings” regulares com a Comunicação Social nos momentos chave do seu desenvolvimento, no envio de “press releases” e pela adopção de um slogan.


Até mesmo estes projectos com tanto interesse e cariz históricos necessitam de ser apoiados por campanhas promocionais aliciantes e robustas. A mensagem a passar será simples, clara, apelativa e exequível. Neste caso particular, com as condições necessárias para alcançar a totalidade dos objectivos delineados. Assim sendo, propomos encetar desde logo as seguintes acções:


(a) Sensibilizar os órgãos da comunicação social para a importância deste projecto e associá-los as nossas iniciativas;

(b) Promover reuniões públicas, conferências, colóquios e outras formas de convívio para divulgar 0 projecto e as iniciativas previstas;

(c) Criar uma rede de emigrantes portugueses regressados e solicitar o seu apoio, em forma de testemunho, escrito ou oral, e, também, sob a forma de cedência de documentos e outros materiais úteis;

(d) Suscitar o apoio das estruturas associativas, sobretudo as existentes nas zonas de maior emigração;

(e) Editar, na Colecção "Memórias", dirigidas pelo Professor Capela Miguel, sócio e colaborador da APE, o primeiro livro com histórias contadas pelos próprios emigrantes regressados e preparar outras edições futuras;

(f) Promover uma exposição sobre a emigração portuguesa, numa acção pedagógica e de informação, visando, sobretudo o público escolar;

(g) Intervir nas escolas, colégios, liceus e universidades sobre o tema da Memória da Emigração Portuguesa;

(h) Editar e lançar um cartaz alusivo ao Projecto.

2.3.2 Comissão Científica


Um trabalho desta natureza exige um acompanhamento sério e permanente feito por técnicos de questões tão complexas como esta. E daí se entender como necessário designar uma Comissão Científica, cujas tarefas serão, entre outras, fazer a supervisão e o acompanhamento do projecto ao longo de todo o seu percurso de execução.


Foram convidados, entre outros as seguintes individualidades:

Dra. Manuela Aguiar, Ex Secretaria de Estado das Comunidades portuguesas e Deputada

Prof. Dra. Graça Castanho, Universidade dos Açores

Dra. Maria Beatriz Rocha Trindade, Universidade Aberta, Lisboa

Dr. Carlos Luis, Ex Deputado

Dr. Miguel Reis, Jornalista e Advogado

Prof. Capela Miguel, Escritor e historiador

Director do Museu de Fafe

Outros a designar

2.3.4 Países e regiões onde incidirá o Projecto


É um facto que a emigração Portuguesa se fez para os quatro cantos da Terra. Se quisermos, poderemos dizer com alto grau de exactidão, que não haverá parte do Mundo onde não se encontre um Português. O nosso projecto terá ainda assim de se focalizar nos Países com uma histórica e considerável concentração das nossas comunidades ou naqueles onde existem importantes núcleos que influenciaram e marcaram a vida, os costumes e a fisionomia dessas regiões. Propomos assim e tendo em vista ainda o trajecto da nossa emigração ao longo dos anos os seguintes Países:


2.3.5 Universidades Portuguesas e estrangeiras envolvidas


Muitas das Universidades Portuguesas e Estrangeiras, estas com secções Portuguesas e não só, dispõem de departamentos vocacionados para o tipo de pesquisa que se contempla neste Projecto. Alguns dos estudantes desses estabelecimentos escolheram essa área e preparam‐se, no futuro, para apresentar as suas teses finais com trabalhos versando este tema. Para esse fim, alguns deles decidem até fazer as suas pesquisas durante estágios que determinadas organizações proporcionam. O Projecto “DEFENDER A HISTÓRIA, PRESERVANDO A MEMÓRIA” será certamente uma das grandes opções que se lhes abre. Reforça‐se assim a abrangência cultural desta nossa acção, que acaba por proporcionar os instrumentos de trabalho que possibilitam neste caso um estudo interactivo e multifacetado aos estudantes que a ele aderirem. Iremos, pois, envolver algumas das Universidades já referenciadas nesse trabalho.


2.3.6 O recrutamento dos elementos eventualmente propostos pelas Universidades.


De acordo com o esquema de Projecto que aqui se propõe, iremos seleccionar e organizar as equipas de pesquisadores, que deverão ser compostas por, no mínimo, dois elementos. Essas equipas, na recolha de material informativo e na pesquisa de dados, serão acompanhadas pelos delegados de cada região ou País que não só as introduzirá, através de informações precisas e relevantes, aos locais onde irão trabalhar, como lhes facultarão os meios de contacto e os instrumentos de trabalho que se requerem.

2.3.7 Delegados regionais do Projecto em cada um dos países e regiões portuguesas


O papel dos Delegados da APE na execução deste projecto é de grande importância. E, como se refere atrás, pelo facto de conhecerem bem as realidades locais, estão em condições de fornecerem as informações que as equipas de pesquisa vão eventualmente necessitar. Por outro lado, sendo que serão localmente os representantes do projecto, cabe‐lhes a tarefa de organizar as acções pertinentes. Devidamente enquadrados nos objectivos que nos propomos alcançar, os Delegados serão ainda a “ponte” de ligação com a “central” do projecto que funcionará em Portugal, na sede da APE.


Designados os Delegados, a tarefa seguinte será cada um deles identificar as respectivas disponibilidades locais, sejam Associações que manifestem o desejo de aderir ao projecto ou as forças vivas locais que revelem interesse em participar. Para tal solicitar‐se‐à a todos que executem com rigor um mini projecto sobre as acções a levar a cabo, propondo ideias e dando sugestões. Analisados esses elementos pela equipa que lidera a execução central do projecto, estabelece‐se um calendário final de acções, com eventuais suportes de animação e (ou) promocionais, de acordo com as necessidades locais e as recomendações dos respectivos Delegados contidas nos seus mini projectos.


Ainda assim, e sem embargo das sugestões contidas nas propostas dos Delegados, será pedido o seguinte:


· Que sensibilizem e informem os principais actores das comunidades portuguesas sobre a importância deste projecto, o que esperamos deles e as tarefas a desempenhar;

· Mobilizem os Órgãos de Comunicação da comunidade local (jornais, rádios, etc.) no apoio e divulgação às iniciativas públicas;

· Organizem Encontros, Jantares e outras formas de convívio, sobre a Memória da Emigração. Isto porque:

a) Para além dos trabalhos de pesquisa, que serão levados a cabo pelas equipas designadas, poderá entender‐se que acções de animação sejam importantes em determinadas regiões de alguns Países ou Regiões de Portugal. Referimo‐nos á exibição de filmes que realcem a nossa emigração. Esta ideia aplica‐se ainda a peças de Teatro ou à leitura de livros para certo auditório. Estes encontros sócios culturais são importantes e poderão até ser organizados informalmente, em reuniões associativas. Nesses encontros haveria sempre a presença de um animador, que, realçando naturalmente aos factos mais relevantes da sessão, aproveitaria a oportunidade para estabelecer um diálogo específico, conducente á troca de experiências, ao relembrar de episódios e narração de histórias de muitos anos de vivência na emigração.

b) Nessas iniciativas, gravar ou (e) filmar, as pessoas e as suas histórias de emigrantes;

c) Recolher e centralizar todos os documentos escritos, gravados e/ou filmados sobre a comunidade portuguesa, susceptíveis de virem a integrar os museus da emigração em Portugal.

· O apoio e a coordenação central serão da APE, que:

a) Editará suportes de informação adaptados à realidade e à língua do país, complementares dos suportes centrais editados pela APE;

b) Solicitará o apoio da administração pública portuguesa, dos Consulados e Missões Diplomáticas, em todas as fases do desenvolvimento das acções;

c) Desenvolverá todas as parcerias, até mesmo com organismos do país de acolhimento, susceptíveis de serem úteis ao projecto;

· Caberá às Delegações, como foi referido mais atrás, informar a APE de todas as iniciativas realizadas ou a realizar, para serem divulgadas nas outras comunidades portuguesas e em Portugal;

· A APE editará, para servir de suporte de divulgação, em Portugal e nas Comunidades, os documentos escritos ou audiovisuais necessários à persecução dos objectivos fixados.

2.3.8 Delegados locais com suportes técnicos necessários para a execução de tarefas.


Os Delegados precisam de suportes de trabalho que lhes possibilitem estar em permanente contacto com a Equipa Central do Projecto. Seja para troca de ideias, pedido de sugestões ou esclarecimentos. Pela abrangência que se quer dar ao projecto, essas questões carecem de ser tratadas de imediato. Daí que todos os Delegados vão estar ligados à Internet e dispor de um número de telefone local disponibilizado pelo serviço Skype.


2.3.9 Calendarizar acções.


Logo que na posse dos mini projectos locais, que serão, como atrás se refere, executados pelos Delegados designados em cada País ou Região Portuguesa, a Equipa Central responsável pelo projecto, depois de ouvir as recomendações finais da Comissão Científica, debruçar‐se‐à de imediato na sua execução global e fará a calendarização final de todas as etapas do projecto, tentando sempre que possível fazer coincidir acções em mais do que um local para uma divulgação promocional mais abrangente e robusta.

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